Testes de Provocação

Testes de Provocação

Os testes de provocação, são testes padrão ouro no diagnóstico de alergias. São indicados quando há dúvidas se o alimento ou medicamento causou alguma reação alérgica. É realizado em hospital por alergista treinado, em etapas progressivas e com avaliação constante do especialista antes e após todas as etapas. Qualquer sinal de reação é tratado rapidamente para não evoluir para sintomas graves.

O teste de provocação também pode ser realizado para oferecer uma opção alternativa de alimento ou medicamento. Portanto, imaginem uma pessoa com sintomas de urticária (placas vermelhas que coçam) e angioedema de lábios e olhos (inchaço) minutos após ingerir medicamentos como dipirona e paracetamol... O desespero de ter uma febre e não ter opções... neste caso realiza-se um teste de provocação com um analgésico alternativo! Ou uma criança de 2 anos com alergia a proteína do leite de vaca e em exclusão absoluta, que irá necessitar do teste de provocação para saber se já ocorreu a dessensibilização.

Os benefícios de um teste de provocação positivo incluem a confirmação do diagnóstico, a redução do risco de exposição acidental, a diminuição da ansiedade sobre o desconhecido e a validação do esforço do paciente e seus familiares em evitar o alimento ou medicamento.

Os benefícios de um teste de provocação negativo são a liberação de ingestão do alimento ou medicamento suspeito, com consequente redução do risco nutricional ou redução de opção terapêutica e melhora na qualidade de vida do paciente.

Dessensibilização

A dessensibilização com medicamentos é necessária quando um paciente apresenta alergia a um medicamento que é essencial ao seu tratamento, como alergia a quimioterápicos ou antibióticos essenciais. Este procedimento só pode ser realizado intra-hospitalar com alergista capacitado em reações alérgicas graves.

A dessensibilização não cura o paciente, mas em muitos casos pode ser uma esperança de sucesso no tratamento como nos pacientes com rinossinusite com pólipos intolerantes a aspirina, ou pacientes que necessitam de antibiótico específico.

Já a dessensibilização alimentar ou imunoterapia oral é um procedimento realizado apenas por alergistas em centros terciários, com o objetivo de melhora a qualidade de vida de pacientes com alergia grave a alimentos como leite, ovo, soja, entre outros. Inicialmente é necessário descobrir o limiar do paciente através de testes cutâneos e testes de provocação.

Após isso, o paciente é exposto a múltiplas doses diárias do alimento diluído, para que todos os dias o organismo combata e crie anticorpos contra estes alérgenos. As doses aumentam até que a quantidade diária seja suficiente para protegê-lo de reações à uma ingestão acidental.

A grande diferença na dessensibilização de medicamentos ou alimentos é a necessidade do contato contínuo, o paciente já dessensibilizado precisar comer constantemente o alimento para manter a tolerância.

Todos os procedimentos, tanto de provocação quanto de dessensibilização, tem que ser realizados por equipe treinada em atendimento de urgências e em local apropriado pelo alto risco de anafilaxias.

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