Angioedema

O que é Angioedema?

Sinônimos: edema angioneurótico, edema de quincke. O angioedema é um “inchaço” que acontece nas camadas mais profundas da pele (derme).

O que pode causar?

  • Alimentos (frutos do mar, camarão, peixe, amendoim, nozes, ovos, leite);
  • Medicações (analgésicos, principalmente a dipirona, medicamentos para a pressão alta também são grandes vilões);
  • Alergias (pólen, pelos de animais, látex e picadas de insetos);
  • Fatores ambientais (calor, o frio, a luz solar, água, a pressão sobre a pele, o estresse emocional e exercício físico);
  • Secundário a outras doenças como doenças autoimunes (Lúpus), alguns tipos de câncer (linfoma), distúrbios da tireoide, infecções por bactérias ou vírus, tais como hepatite, HIV, citomegalovírus ou o vírus de Epstein-Barr;
  • Genética (Angioedema hereditário).

Quais são os sintomas?

O principal sintoma é a ocorrência de um inchaço repentino sob a pele, podendo ser doloroso e pruriginosa (coceira). Pode ser associado com urticária. O inchaço acomete as partes moles como lábios, língua, orelha, pálpebras, mãos, pés, genitais e até mesmo a glote. Outros sintomas podem incluir cólica abdominal, dificuldade para respirar, rouquidão.

Diagnóstico

Através de uma história clínica detalhada o alergista tentará identificar as possíveis causas ou doenças correlacionadas e juntamente com exames e testes alérgicos poderá esclarecer a origem do angioedema.

Qual o tratamento?

Angioedema não tem "cura", mas pode ficar sob controle; ou seja, com a ajuda do alergista, você pode evitar novas crises. Sintomas leves podem não precisar de tratamento, mas sintomas moderados e graves podem necessitar de medicamentos como anti-histamínicos e corticoide.

Somente seu alergista pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Procure assistência médica de emergência se você sentir, eventualmente, que o inchaço está bloqueando suas vias aéreas e impedindo-o de respirar.

Mão de uma pessoa com Angioedema Hereditário (AEH)Angioedema Hereditário (AEH)

Imagine acordar um dia com os lábios e olhos tão inchados que seu rosto parece desfigurado. Ou então ficar com os pés edemaciados a ponto de não conseguir andar.

Ao procurar um pronto-socorro achando que pode estar com alergia a um medicamento ou alimento, você recebe diversos medicamentos que não funcionam. Quem passa por isso tem risco de ter uma doença pouco conhecida chamada Angioedema Hereditário (AEH).

AEH é um tipo de angioedema raro (1 para cada 50 mil indivíduos), que está relacionado com níveis baixos ou funcionamento anormal de determinadas proteínas do sangue, denominada inibidor de C1. Todos nascemos com a proteína, que ajuda a regular diversas reações do organismo, inclusive as inflamatórias.

Nos portadores de AEH, as reações inflamatórias acontecem sem interrupção justamente porque o organismo não tem o inibidor de C1, liberando de maneira descontrolada uma substância chamada bradicinina que ocasiona os edemas. Por isso, as crises podem durar em média dias, dependendo de cada indivíduo.

O quadro clínico pode ter o angioedema geralmente assimétrico e também muitos casos apresentam edema abdominal que causa bastante dor e na grande maioria das vezes é diagnosticado como apendicite ou até mesmo verminose.

Foi o que aconteceu com Raquel de Oliveira Martins, presidente da Abranghe (Associação Brasileira de Portadores de AeH). Ela costumava dar entrada nos hospitais com fortes dores abdominais e os médicos sempre lhe receitavam remédio para tratar verminose.

Às vezes a doença se manifestava por inchaço de mãos e rosto, que surgiam sem motivo e eram diagnosticados como processo alérgico de causa desconhecida. Levou alguns anos até que, finalmente, um especialista do descobriu que ela tinha AEH!

Atividades que tenham algum impacto físico ou traumas como extrair um dente podem ser “perigosos” para um portador de angioedema hereditário, pois o trauma e estresse são fatores desencadeantes de crise.

Apesar do AEH não ter cura, é possível controlá-lo

O tratamento pode ser dividido em:

  • Preventivo: Pode-se estimular a produção da proteína com hormônios para evitar o surgimento do inchaço.
  • Tratamento da crise: É possível controlar a dor abdominal e/ou diminuir o risco de edema de glote repondo a proteína faltante ou não funcionante. Ou utilizar um medicamento que atua como inibidor de bradicinina, que está aumentado nas crises agudas.

É importante que o paciente faça acompanhamento médico para avaliar, diante das crises que apresenta, os benefícios da utilização de diferentes tratamentos bem como o acompanhamento periódico de rotina. Todos os medicamentos para o tratamento de AEH são vendidos somente sob prescrição médica.

Links Relacionados

  • Abranghe - Associação Brasileira de Portadores de Angioedema Hereditário

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