Alergia a Medicamentos

O que é Alergia a Medicamentos?

Alergia a Medicamentos e Reação adversa a medicamento é qualquer efeito nocivo, não intencional e indesejado de uma droga, nas doses terapêuticas habituais tanto no tratamento, profilaxia ou diagnóstico. As reações adversas a medicamentos classificam-se em previsíveis e imprevisíveis.

As reações previsíveis são dose-dependentes, estão relacionadas à ação farmacológica da droga e representam 75% das reações adversas a medicamentos. Ex.: O paracetamol em doses habituais não causa reações, porém em altas doses pode ser tóxico para o fígado.

As reações imprevisíveis (25% das reações adversas a medicamentos) não são relacionadas a ação farmacológica da droga, são dose-independentes e dependem da resposta de cada indivíduo, de deficiências genéticas ou da resposta imunológica.

Quando suspeitar de uma alergia medicamentosa?

Sempre que surgir um sintoma coincidente com o início de um tratamento medicamentoso deve-se suspeitar de uma possível reação adversa a medicamentos.

Os sintomas podem ser:

  • Cutâneos (erupção, coceira, urticária, inchaço);
  • Sintomas Respiratórios (tosse, falta de ar, chiado, espirros, coriza, prurido nasal);
  • Sintomas Gastrointestinais (diarreia, cólica, distensão abdominal);
  • Anafilaxia, entre outros sintomas.

A relação causa-efeito é demonstrada quando os sintomas desaparecem com a suspensão do remédio e/ou substituição por um outro medicamento com composto químico diferente. O alergista poderá orientar com segurança qual medicamento excluir e qual será necessário realizar um teste de provocação.

Como fazer o diagnóstico das reações adversas a medicamentos?

A história clínica é muitas vezes sugestiva e a relação temporal ajuda a esclarecer a causa de uma reação medicamentosa. É muito importante que o paciente saiba relatar para seu alergista quando apresentou a reação; quais os medicamentos usados e a dose; após quanto tempo surgiram os sintomas; como e com qual tratamento melhorou; e também se tomou esta medicação posteriormente e teve os mesmos sintomas ou uma medicação semelhante.

O exame clínico muitas vezes apenas relatado pelo paciente ou mostrado através de fotos ajuda a determinar a extensão do quadro alérgico.

Alguns medicamentos podem ser realizados testes cutâneos para investigar a relação da alergia (ex. antibióticos); já outros, somente o teste de provocação pode ser realizado. Testes sanguíneos podem ser ocasionalmente empregados como para documentar a alergia à penicilina.

O teste de provocação pode ser realizado com dois fins, o primeiro para testar a droga suspeita quando há dúvidas na história e o segundo para dar uma opção alternativa de medicamento já que há forte suspeita da droga que levou à reação.

Nas reações tardias ou de contato ainda podem ser realizados testes de contato com drogas como o patch teste.

Quais os medicamentos que mais causam reações adversas?

Analgésicos e anti-inflamatórios não-hormonais são os principais causadores de alergia, principalmente dipirona, diclofenaco e AAS. Posteriormente os antibióticos, principalmente as penicilinas, são também grandes vilões.

E os contrastes radiológicos e anestésicos gerais?

Os contrastes radiológicos iodados e os relaxantes neuromusculares anestésicos podem provocar reações anafiláticas por mecanismos não alérgicos, isto explica porque algumas pessoas apresentam manifestação "alérgica" no primeiro contato com estes produtos.

ortanto se você apresentou reação alérgica em um procedimento ou cirurgia procure a orientação de um alergista.

Como é o tratamento da alergia a medicamentos?

Suspender o medicamento suspeito é o primeiro passo! Podem ser empregados anti-histamínicos (orais ou injetáveis), corticoides (orais, tópicos cutâneos, e injetáveis), broncodilatadores e nas reações sistêmicas graves, como a anafilaxia deve ser utilizado a adrenalina, subcutânea.

Sempre procurar o atendimento de emergência e contatar seu alergista.

Qual a conduta a ser adotada?

O paciente deve portar consigo uma identificação de alerta (cordões, pulseiras, bracelete ou corrente) e cartão na carteira de identidade, escrito a qual medicamento é alérgico, de preferência na cor vermelha, como sinal de urgência.

Educar o paciente e os seus familiares para evitar o emprego destes medicamentos e aqueles que possam apresentar reações cruzadas. O alergista é peça fundamental na orientação das escolhas para o tratamento medicamentoso.

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