SÍNDROME PÓLEN-FRUTA – O que é isso?

A Síndrome de Pólen-fruta é uma condição alérgica devido a uma reação cruzada quando o indivíduo alérgico ao pólen ingere determinadas frutas e vegetais frescos.

A Síndrome de Pólen-fruta é mais comum em adolescentes e adultos jovens. Os sintomas variam desde edema (inchaço), sensação de queimação ou prurido em lábios, língua, gengivas, palato e orofaringe, mas também podem evoluir urticaria, eczema, chiado, tosse, falta de ar, sintomas gastrointestinais e raramente anafilaxia!!!

A relação causal entre épocas mais propícias à polinização (primavera) e piora dos sintomas orais deve ser avaliada.

Curiosidade: Por que isso ocorre?

Os pólens de árvores e gramas possuem proteínas alergênicas semelhantes a algumas frutas e vegetais, portanto o nosso sistema imunológico reage da mesma maneira a estas proteínas.

Lista - Alérgicos ao Pólen de:

  • Bétula - Evite: Maçãs, Pêras, Pêssegos, Cereja, Ameixa, Damasco, Manga, Kiwi, Cenoura, Aipo, Avelãs, Amêndoa, Batatas, Pimentão;
  • Grama - Evite: Melão, Melancia, Tomate, Batata, Kiwi, Laranja, Amendoim;
  • Ambrósia - Evite: Melão, Melancia, Banana, Abobrinha, Pepino;
  • Artemísia - Evite: Maçã, Kiwi, Cenoura, Coentro, Cominho, Aipo, Erva-doce, Salsa, Amendoim.

Dicas

Uma vez que os alérgenos envolvidos na Síndrome Pólen-Fruta apresentam grande labilidade, é comum que os pacientes tolerem os mesmos alimentos quando cozidos ou processados.

Nem todos os alimentos da lista causam sintomas e o mesmo quadro clínico.

Cuidado - Esses quadros são diferentes:

  • Reação adversa a alimentos - envolve qualquer manifestação clínica relacionada à ingestão de alimentos, geralmente que dura 1 a 3 dias;
  • Alergia alimentar - relacionada apenas a reações mediadas por mecanismos imunológicos, podendo ser imediata ou tardia, mas que é reprodutível;
  • Reação cruzada pólen-frutas - acomete somente os pacientes alérgicos a pólen e alimentos específicos.

Por isso o incentivo de procurar um alergista, assim como nas alergias alimentares em geral, o diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e realização de testes alérgicos (prick teste) ou dosagem sérica de IgE específica para identificar os culpados.

O teste de provocação oral também pode ser realizado, preferivelmente com o alimento fresco e em ambientes especializados.

AGENDE sua  CONSULTA

  • Telefone: 16. 3234 6174
  • WhatsApp: 16. 99173 8806

Mais Informações

Nenhum comentário ainda.

Deixe um comentário

WhatsApp