Imunoterapia, Eficiente no Tratamento de Alergias

Imunoterapia, Eficiente no Tratamento de Alergias.

A Imunoterapia alérgeno-específica para Alergia, também chamada de dessensibilização, hipossensibilização ou vacinas para alergia é um tratamento que existe há mais de 100 anos com comprovação científica da sua eficácia.

Consiste em administração de doses crescentes e contínuas do alérgeno específico com a finalidade de induzir tolerância imunológica (proteção). A administração pode ser por injeções subcutâneas de extratos purificados ou por via sublingual (gotinhas).

Objetivo

Reduzir a reatividade do paciente ao alérgeno em questão e dessa forma, diminuir progressivamente a freqüência e intensidade das crises, a necessidade de medicação e a progressão da doença alérgica, ou seja, induzir tolerância para o alérgeno que exacerba ou prejudica o paciente.

Tempo de tratamento

A imunoterapia pode ser dividida em duas fases no esquema convencional - tratamento de indução onde as concentrações são progredidas semanalmente, esta fase tem duração em média de 4 a 5 meses e o tratamento de manutenção, com concentração máxima e fixa, a qual deve ser mantida por 3 a 5 anos, propiciando uma tolerância de cerca de 20 anos.


Benefícios da Imunoterapia

Melhora dos sintomas da alergia com redução de medicação contínua e prevenção de doenças alérgicas futuras. É o único tratamento capaz de modificar a história natural da doença proporcionando o controle da doença.

No caso da rinite, por exemplo, estudos clínicos mostram que este tratamento pode ser capaz de evitar a evolução para asma.

Indicações

Nos pacientes com comprovação de sensibilização alérgica por teste cutâneo (prick teste) ou no sangue pelas IgE específicas, nas seguintes doenças:

Reações à Imunoterapia

Como todo tratamento, o paciente pode ter diversas reações, desde locais à sistêmicas. Mas isso não deve ser um motivo para desistir ou abandonar o tratamento, mas sim acompanhada por um alergista/alergologista.

O paciente pode apresentar reações locais como dor, irritação, edema, avermelhamento e coceira no local da aplicação, quando por via subcutânea ou em menor incidência, reações sistêmicas como a anafilaxia.

Contraindicações

A imunoterapia não deve ser feita nos seguintes casos:

  • Portadores de asma grave não controlada;
  • Pacientes em uso de betabloqueador;
  • Doenças do sistema imunológico (autoimunes);
  • Doenças psiquiátricas;
  • Doença cardíaca grave;
  • A vacina não pode ser iniciada na gravidez, mas pode ser mantida nas mulheres que já estavam em tratamento quando engravidaram.

Até o presente momento, o controle de alérgenos no ambiente (profilaxia ambiental) e a imunoterapia são os únicos tratamentos que modificam o curso natural de uma doença alérgica, seja prevenindo novas sensibilizações, seja alterando sua progressão.

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