Febre Amarela – O Risco é Real!

O ministério da Saúde reforça a orientação após o aumento de casos de febre amarela no Brasil.

Entre julho 2014 e dezembro de 2016 foram notificados, 783 casos da doença, mas apenas 14 foram confirmados.

Em Ribeirão Preto, um homem de 52 anos morreu, dia 26 de Agosto, depois de contrair febre amarela. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente morava na região do Anel Viário Sul, perto da Mata de Santa Tereza, há um ano e não tinha sido vacinado!

A Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, o Aedes Aegypti, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano.

Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes (mesmo transmissor da dengue, zika e chicungunya).

Sintomas

Os sintomas clássicos da doença incluem: febre alta, mal estar, dor de cabeça, dores musculares, prostração, náuseas e vômitos. Após três a quatro dias ocorre remissão da febre e melhora dos sintomas evoluindo para cura em cerca de 85% dos casos.

Já nas formas graves (cerca de 15% dos casos) dá-se início uma segunda fase com icterícia, instalação de insuficiência hepática e renal, podendo ocorrer acometimento neurológico e coma. A mortalidade é elevada para os que evoluem para essa segunda fase, chegando até 60%.

Transmissão

A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A transmissão de pessoa para pessoa não existe.

Prevenção

A única forma de evitar a febre amarela é a VACINAÇÃO. A vacina é extremamente eficaz, segura e fornecida gratuitamente nas unidades básicas de saúde em qualquer época do ano.

É administrada em dose única a partir dos 9 meses de idade e a cada 10 anos da primeira dose. A vacina deve ser aplicada 10 dias antes de viagens para as áreas de risco de transmissão da doença.

Pessoas Normalmente Excluídas da Vacinação:

  • Bebês com menos de 9 meses, exceto durante uma epidemia, situação em que os bebês entre 6-9 meses, em zonas onde o risco de infecção é elevado, também devem ser vacinados;
  • Mulheres grávidas – exceto durante um surto de febre amarela, quando o risco de infecção é elevado;
  • Pessoas com alergias graves (ANAFILAXIA) ao ovo;
  • Pessoas com imunodeficiência grave por HIV/AIDS sintomática ou outras causas de imunodepressão.

Vacinação

A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano.

Vacina para Pessoas com Alergia à Proteína do Ovo:

Os alérgicos a proteína do ovo, devem ser imunizados! Se a alergia for leve pode ser realizada pré medicação e administrado a vacina em dose completa sob observação médica.

Caso a alergia seja grave, como um quadro de anafilaxia aos componentes do ovo, será realizado pré-medicação e a vacina poderá ser feita de forma fracionada, em local com suporte de urgência e sob supervisão médica. O médico especialista poderá realizar os testes de alergia e acompanhará todas as reações.

CONSULTE O ALERGISTA!!! Não deixe de se PREVENIR! A VACINA é a única forma de PREVENÇÃO.

Tratamento

O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.

ATENÇÃO: Há formas assintomáticas ou pouco sintomáticas, similares a um quadro gripal, até formas graves, potencialmente fatais.

A VACINAÇÃO É A FORMA MAIS EFICIENTE DE PREVENÇÃO!

Mais informações:

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